segunda-feira, 15 de abril de 2013

ESTADO DO RIO PODE SER PIONEIRO NA MICROGERAÇÃO ENERGÉTICA

A possibilidade de o Rio de Janeiro despontar como pioneiro na microgeração energética foi discutida na reunião da Câmara Setorial de Energia do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado, realizada nesta segunda (15). “É necessário integrar e mobilizar os deputados, pois a questão da troca de matriz energética não é trivial e depende de regulação governamental. O legislador é fundamental para aceleração desse processo, tornando-o mais usual para a população em geral”, explicou a secretária-geral do Fórum, Geiza Rocha, acrescentando que a discussão sobre a geração de energia por fontes sustentáveis deve continuar nas próximas reuniões do grupo.

A geração compartilhada de energia ou microgeração consiste na captação, por residências, indústrias e comércio, de energia própria através do sol, ventos ou gás natural, criando assim economia nas contas de energia elétrica. Burocracia e falta de padrão para a instalação de equipamentos, além da ausência de estímulos fiscais e da necessidade de importação de maquinário, porém, foram citados durante o encontro como os principais problemas enfrentados por quem quer adotar esta tecnologia. “Estima-se que, enquanto nos Estados Unidos o custo de instalação de um equipamento residencial de geração compartilhada custe 3.300 dólares, no Brasil esse custo pode dobrar”, afirmou o diretor da Enersud, empresa especializada na produção de energia limpa, Luís Cezar Pereira.

Já o professor da Universidade Federal Fluminense Geraldo Tavares disse que a resolução normativa, da Agência Nacional de Energia Elétrica, que trata do assunto, ainda é tímida e necessita ser modificada. “É preciso incentivar cidades a fazerem pesquisas próprias a respeito da capacidade de geração local, e universidades e empresas a desenvolverem equipamentos com tecnologia nacional, diminuindo a necessidade de importação dos mesmos”, defendeu Tavares, acrescentando que a divulgação desta tecnologia em lugares públicos de grande circulação, como universidades, hospitais, sedes governamentais, estádios, praças e pontos de ônibus, é fundamental.






Comunicação Social da Alerj
Edição: Camilo Borges

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