A geração compartilhada de energia ou microgeração consiste na captação, por residências, indústrias e comércio, de energia própria através do sol, ventos ou gás natural, criando assim economia nas contas de energia elétrica. Burocracia e falta de padrão para a instalação de equipamentos, além da ausência de estímulos fiscais e da necessidade de importação de maquinário, porém, foram citados durante o encontro como os principais problemas enfrentados por quem quer adotar esta tecnologia. “Estima-se que, enquanto nos Estados Unidos o custo de instalação de um equipamento residencial de geração compartilhada custe 3.300 dólares, no Brasil esse custo pode dobrar”, afirmou o diretor da Enersud, empresa especializada na produção de energia limpa, Luís Cezar Pereira.
Já o professor da Universidade Federal Fluminense Geraldo Tavares disse que a resolução normativa, da Agência Nacional de Energia Elétrica, que trata do assunto, ainda é tímida e necessita ser modificada. “É preciso incentivar cidades a fazerem pesquisas próprias a respeito da capacidade de geração local, e universidades e empresas a desenvolverem equipamentos com tecnologia nacional, diminuindo a necessidade de importação dos mesmos”, defendeu Tavares, acrescentando que a divulgação desta tecnologia em lugares públicos de grande circulação, como universidades, hospitais, sedes governamentais, estádios, praças e pontos de ônibus, é fundamental.
Comunicação Social da Alerj
Edição: Camilo Borges

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