O município de Niterói vai ganhar uma escola técnica federal. O anúncio foi feito pelo vereador Waldeck Carneiro (PT) durante sessão plenária realizada nesta terça (16), no plenário da Câmara de Vereadores. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifec), antes denominado Cefet, é importante formador de mão-de-obra especializada e fundamental para suprir a demanda do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, o Comperj, sendo implantado em Itaboraí. Em abril, atendendo solicitação do vereador Vitor Junior (PT), a Câmara realizou audiência pública para discutir o tema. Os vereadores Paulo Bagueira (PPS), presidente do Legislativo, e Carlos Magaldi (PP), acompanhados do deputado federal Chico D’Angelo (PT), e juntamente com Waldeck, também foram a Brasília tratar da questão com o ministro da Educação, Fernando Hadad, e o então ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. “É uma vitória para Niterói o anúncio feito hoje em Brasília pela presidente Dilma. Não é uma vitória de um vereador, de um partido, de um mandato. É uma vitória da cidade em que a Câmara teve papel preponderante provocando os atores públicos envolvidos”, disse Waldeck Carneiro.
Ainda em agosto a Câmara deve realizar outra audiência pública para discutir o local de implantação da unidade. “Não só o Comperj, mas também o reaquecimento da indústria naval vai demandar uma necessidade de mão-de-obra específica, sob pena de perdemos milhares de vagas de emprego qualificado. Niterói, que já é referência em muitas áreas, também será agora um polo tecnológico”, destacou Paulo Bagueira. O anúncio feito ontem na capital federal, além de Niterói, contemplou cinco outras cidades fluminenses.
Um dos locais que podem ser utilizados para implantação da escola técnica será o prédio abandonado da agência central dos Correios, no Centro. O vereador Vitor Junior, adiantou que já tem agendado com o Prefeito Jorge Roberto Silveira uma reunião, esta semana, para discutir a localização da escola técnica e lembrou que a unidade de educação profissionalizante de Niterói está inserida na lógica regional por conta do Comperj. “Niterói teve uma experiência muito positiva com o Serviço Móvel de Atendimento às Urgências, o Samu, que atendia sete cidades. A escola técnica federal não será diferente, vai servir a todos os municípios que compõe o Conleste”, disse Vitor. Segundo estudos do Ministério da Educação a unidade estará capacitada para atender mil alunos.
Durante a audiência pública realizada na Câmara no primeiro semestre compareceram, além de Chico D’Angelo; o representante do Ministério da Educação e Cultura, professor Luiz Caldas; o secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal da Região Leste Fluminense (Conleste), Álvaro Adolpho; representando o Sebrae, Américo Diniz; e Fernando Marmolejo, do Programa das Nações Unidas Para Grandes Assentamentos Humanos. Caldas chegou a lembrar à época que a União tinha uma dívida histórica com Niterói que remonta ao início do século passado. Uma escola técnica deveria ter sido implantada aqui, em 1909, sendo uma das 20 escolas técnicas então propostas pelo Governo Federal. Por não ter um local definido, a escola acabou indo para o município de Campos.
Edição: Camilo Borges
ASCOM Câmara
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