quinta-feira, 30 de maio de 2013

REPRESENTANTES DO IPHAN SERÃO CHAMADOS PARA DEPOR EM AUDIÊNCIA PÚBLICA‏

Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional serão chamados para participar de uma nova audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro a fim de discutir a demolição dos prédios do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio de Lamare. Nesta quarta (29), o Iphan não mandou representantes ao Palácio Tiradentes, sede da Alerj, para prestar esclarecimentos em encontro marcado pela Comissão de Obras Pública da Casa, presidida pelo deputado Pedro Fernandes (PMDB). “A discussão tem que ser feita de maneira que a população não saia prejudicada. O ideal é que não sejam demolidas as duas construções, mas, se não houver outra possibilidade, o Governo tem que garantir uma alternativa para os atletas e para quem utiliza esses espaços”, afirmou o parlamentar.

Fernandes explicou que o Iphan autorizou a demolição por considerar que as construções não possuem valor histórico relevante, mas ainda não autorizou o erguimento de dois edifícios garagem que o projeto atual prevê para ocupar os terrenos. O impasse reacendeu a discussão em torno do remanejamento dos atletas que treinavam no local e da necessidade da demolição dos equipamentos. Presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Coaracy Nunes aproveitou a oportunidade para explicar a atual situação dos desportistas que estão impedidos de treinar no Júlio de Lamare. Segundo ele, os atletas estão treinando de maneira improvisada, pois não há alternativa nem expectativa de solução para o problema.

“Estou mandando dez atletas para treinar saltos ornamentais na China, já que, aqui, não há mais espaço. O nado sincronizado está treinando na piscina da Escola Naval, em más condições, pois uma piscina para a modalidade necessita ter três metros de profundidade ou os atletas correm o risco de bater com a cabeça durante os movimentos mais bruscos”, alertou. O deputado Marcelo Freixo (PSol) afirmou não concordar com a liberação do Iphan para a demolição dos prédios. “É uma situação complicada quando o órgão que deveria defender o patrimônio público delibera a favor da sua destruição”, queixou-se.

Comunicação Social da Alerj
Edição: Camilo Borges

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